Fiquei completamente bolado com as ultimas notícias relativas às mudanças promovidas no elenco do Flamengo. É mais que evidente que na Gávea não existe qualquer planejamento nesse sentido. É um barata-voa enlouquecido, em que o vice de futebol diz uma coisa, o diretor de sei lá o quê diz outra enquanto um outro cartola que não tem nada a ver com o assunto fala uma terceira coisa.
O pior é que a palavra da presidente, que deveria ser definitiva e dirimir qualquer dúvida na esfera administrativa do clube, atualmente não goza de muita credibilidade. E por melhor que seja a sua assessoria de imprensa não está mais conseguindo esconder a grave e aparentemente insolúvel crise de governabilidade no Flamengo.
As contratações e dispensas podem ser até avaliadas como esportivamente positivas. Quem não gosta de Williams, e não é pouca gente, vibra com a amabilidade do Udinese ao nos livrar do brucutu. Da mesma maneira os antifãs de Galhardo e David Braz querem agradecer ao Santos por leva-los e nos mandarem o Ibson de volta. Bem, Ibson é um bom jogador, mas está com 29 anos e com a carreira na descendente, entregar dois jogadores jovens e mais uma grana por ele me parece um mal negócio. Mas tenho consciência que esse tema é controverso.
O que não é nem um pouco controverso é que essa sofisticada transação comercial foi fruto do engenho de Eduardo Uran, empresário dos 3 atletas. Ou seja, o interesse do Flamengo não ficou em primeiro lugar. Como aliás parece ser de costume da já mal sucedida administração Patrícia Amorim. Mas já faz muito tempo que o Flamengo é como o caixa da União e faz o papel da viúva responsável pelos pagamentos.
É no buraco sem fundo da viúva que se espetam as contas e as faturas de todas as imperícias, improbidades e malfeitos administrativos. Quando não é o Uran se dando bem é o Leo Rabello ou é o Mané Venta de Vaca. O único que nunca se dá bem nesses rolos é o Flamengo.
Vocês, obviamente, ainda lembram daquelas reportagens escandalosas sobre as empresas fornecedoras dos órgão públicos que saiu no Fantástico. Numa das gravações a gordinha da quadrilha dizia em meio à combinação do pagamento da propina que aquela era a ética do mercado. Bem, não restam dúvidas que a negociação dos direitos econômicos e federativos de jogadores profissionais também segue uma ética própria.
Mas cadê o Fantástico pra meter uma câmera escondida em quem está sempre usando a ética do mercado pra ferrar com o Flamengo

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