21 de abr. de 2011

Histórico problemático faz cabeça de Adriano virar prioridade após a lesão

Os constantes problemas emocionais vividos por Adriano ao longo da carreira fizeram o Corinthians entrar em alerta no início da recuperação da cirurgia no tendão do pé esquerdo. Antes mesmo de iniciar a fisioterapia ou tentar evitar que ele ganhe muito peso, o departamento médico do clube quer trabalhar o aspecto psicológico do Imperador para que ele não desanime e cometa deslizes.

Adriano chorou muito ao saber que o problema o afastaria dos gramados por cinco meses. O atacante não atua desde 19 de janeiro, quando sofreu uma lesão no ombro direito durante o clássico entre Roma e Lazio, pelo Campeonato Italiano. Na soma, serão mais de oito meses de afastamento total do futebol.

- Vamos ter um cuidado redobrado. O fisioterapeuta é o grande psicólogo do atleta. O Adriano sentiu muito, estava muito abalado. Conversei com ele e expliquei que são etapas em que é preciso crescer – afirmou o médico Joaquim Grava.

O fisioterapeuta Bruno Mazziotti, que conviveu com Ronaldo desde 2003, aposta em um trabalho motivacional neste momento para fazer Adriano se mostrar com vontade de superar o problema e voltar a atuar normalmente. Somente depois disso é que o corpo clínico entrará em ação.

- A primeira semana é de muito mais cuidado com a questão emocional para o atleta poder buscar força. O atleta passa pela fase de aceitar o processo que, muitas vezes, é longo. Depois, passa pela fase da negação, em que as intercorrências podem atrapalhar. Temos que tomar cuidado para que elas não avancem, como uma dor, um edema. Quanto mais cuidar da cicatrização, melhor. O atleta começa a se animar. Se isso não avança, tem o abatimento emocional – explicou.

Adriano viajará para o Rio de Janeiro ainda na quinta-feira, depois de receber alta dos médicos. Ele ficará em sua cidade natal até 1º de maio sendo acompanhado pelo médico José Luiz Runco e por fisioterapeutas do Corinthians. Entretanto, continuará todo o processo de recuperação em São Paulo.

O Imperador, aliás, deve se mudar com alguns familiares para a capital paulista. O imóvel em que o atleta fixará residência passa por uma reforma e deve ficar pronto antes do retorno dele à cidade.

- Há um equilíbrio entre duas coisas: conviver dentro do clube é importante, gera expectativa de voltar aos campos. Mas conviver com a família dá o suporte emocional. Acredito muito na força interior desse atleta. Temos exemplos no clube, como Ronaldo e Marcelo Oliveira, que devem ser seguidos – completou Mazziotti.

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