1 de jul. de 2014

Caio destaca entrada de Lukaku: "Entrou descansado e decidiu o jogo"

Foi nos detalhes, na prorrogação mais uma vez, mas a força física de Lukaku fez a diferença. Depois de segurar a Bélgica por 90 minutos, principalmente graças ao fantástico desempenho do goleiro Howard, os americanos não resistiram à entrada do atacante belga no início da prorrogação. Pelo menos essa foi a leitura que o comentarista da TV Globo, Caio Ribeiro, fez davitória belga por 2 a 1 sobre a valente seleção dos Estados Unidos.
Lukaku e Kevin De Bruyne gol jogo Estados Unidos x Bélgica Arena Fonte Nova (Foto: AP)Autores dos dois gols da vitória belga, Lukaku (9) e De Bruyne (à direita) comemoram na Fonte Nova (Foto: AP)

- Ele entrou inteiro, descansado e com mais motivação. A movimentação dele arrebentou com os americanos, que não conseguiam pará-lo, principalmente no primeiro tempo da prorrogação. Ele entrou bem demais e decidiu o jogo - afirmou Caio Ribeiro.
Além da destacada atuação de Lukaku, que começou a jogada no gol de De Bruyne e marcou o segundo, num contra-ataque fulminante, Caio fez destacou ainda os méritos do técnico Marc Wilmots, que barrou o atacante, mas soube utilizá-lo no momento certo.
- Merecidíssima a vitória. Méritos do treinador que colocou o Lukaku, que na sua primeira jogada arrancou pela direita e quebrou o sistema de marcação da defesa dos Estados Unidos. Bonita virada e lindo gol do De Bruyne também. O Lukaku era o titular, perdeu a posição e deu a resposta dentro de campo fazendo gols. É assim que ter que ser. Ficar reclamando não resolve nada - disse o comentarista da TV Globo.
Embora a vitória belga só tenha vindo na prorrogação, Caio considerou a seleção de Marc Wilmots superior durante toda a partida. De acordo com o ex-jogador da seleção brasileira, as duas seleções não podem mais ser consideradas zebras numa Copa do Mundo e possuem estilos diferentes. Desta vez, porém, a técnica belga levou a melhor sobre a competitividade americana.
- São estilos diferentes. A Bélgica é uma equipe mais técnica e os Estados Unidos são mais competitivos, e não podem mais ser encarados como zebras. São duas seleções de qualidade e que há muito tempo veem fazendo boas campanhas e incomodando as seleções mais tradicionais. Tecnicamente, a Bélgica é mais time, mereceu a vitória e vai dar muito trabalho à Argentina nas quartas - destacou, Caio que ainda elogiou a grande atuação do goleiro Howard:
- Os aplausos que vieram das arquibancadas são o reconhecimento de uma grande partida. Volume de jogo, dinâmica, duas equipes buscando o gol, só faltou mais capricho nas finalizações. O Howard veio a campo para estragar a festa belga, e quase conseguiu.

Nos EUA, alegria com a Copa se contrasta com abalo econômico

A alegria dos americanos com a Copa do Mundo, comprovada pelos recordes de audiência na televisão, se contrasta com o abalo na economia, causado justamente pelo período ocioso durante os jogos do torneio. O temor atual é reforçado pelo panorama do Mundial de 2010. Uma pesquisa do Banco Central Europeu mostrou que o volume de negócios em Wall Street caiu 43% durante dias de partidas do torneio na África do Sul.
Uma empresa de recolocação de empregos dos Estados Unidos também divulgou uma pesquisa sobre o impacto que a Copa causa na economia. O estudo diz que todas as horas a menos de trabalho, durante a competição, representam uma queda de quase R$ 900 milhões em produtividade. Apesar do pessimismo, segmentos de vestuário, por exemplo, comemoram o lucro com a venda de camisas, assim como a mídia e a publicidade. O jogo entre EUA e Portugal, que terminou empatado, foi a partida de futebol mais vista na história da TV americana, com 24,7 milhões de telespectadores. Cidade onde fica a Wall Street, Nova York tem a terceira maior audiência do país, atrás da capital Washington e de São Francisco.
Para tentar amenizar os danos, as empresas buscam acordos com os funcionários. Vale ampliar o expediente e troca de turnos, para que os jogos possam ser assistidos sem que o trabalho seja prejudicado.
Nesta terça, os Estados Unidos têm a chance de aumentar o prejuízo financeiro do país, contra a Bélgica. O time americano tenta a classificação para as quartas de final na Fonte Nova, em Salvador, às 17h.
Brooks Comemora gol dos Estados Unidos contra Gana (Foto: Agência Reuters)Brooks e demais jogadores comemora gol dos Estados Unidos contra Gana (Foto: Agência Reuters)

Bélgica e Estados Unidos se provocam pelo Twitter antes da partida

Antes de entrar em campo nesta terça-feira, pelas oitavas de final da Copa do Mundo, Estados Unidos e Bélgica resolveram fazer provocações saudáveis pelo Twitter. Tudo começou quando o perfil da seleção americana publicou uma foto de um torcedor com metade do rosto pintada com as cores dos EUA, e a outra metade, com as da Bélgica.

- Hey, @BelRedDevils! Estamos pegando esse cara de vocês! - disse no post.

Minutos depois, o perfil da seleção belga respondeu de maneira bem humorada:

- @ussoccer você pode reservar um lugar para ele no seu voo de volta para os Estados Unidos hoje à noite.

Estados Unidos e Bélgica se enfrentam às 17h, na Arena Fonte Nova, pelas oitavas de final do Mundial. O vencedor vai enfrentar a Argentina nas quartas.



Bélgica e Estados Unidos se provocam no twitter

Caio destaca entrada de Lukaku: "Entrou descansado e decidiu o jogo"

Foi nos detalhes, na prorrogação mais uma vez, mas a força física de Lukaku fez a diferença. Depois de segurar a Bélgica por 90 minutos, principalmente graças ao fantástico desempenho do goleiro Howard, os americanos não resistiram à entrada do atacante belga no início da prorrogação. Pelo menos essa foi a leitura que o comentarista da TV Globo, Caio Ribeiro, fez davitória belga por 2 a 1 sobre a valente seleção dos Estados Unidos.
Lukaku e Kevin De Bruyne gol jogo Estados Unidos x Bélgica Arena Fonte Nova (Foto: AP)Autores dos dois gols da vitória belga, Lukaku (9) e De Bruyne (à direita) comemoram na Fonte Nova (Foto: AP)

- Ele entrou inteiro, descansado e com mais motivação. A movimentação dele arrebentou com os americanos, que não conseguiam pará-lo, principalmente no primeiro tempo da prorrogação. Ele entrou bem demais e decidiu o jogo - afirmou Caio Ribeiro.
Além da destacada atuação de Lukaku, que começou a jogada no gol de De Bruyne e marcou o segundo, num contra-ataque fulminante, Caio fez destacou ainda os méritos do técnico Marc Wilmots, que barrou o atacante, mas soube utilizá-lo no momento certo.
- Merecidíssima a vitória. Méritos do treinador que colocou o Lukaku, que na sua primeira jogada arrancou pela direita e quebrou o sistema de marcação da defesa dos Estados Unidos. Bonita virada e lindo gol do De Bruyne também. O Lukaku era o titular, perdeu a posição e deu a resposta dentro de campo fazendo gols. É assim que ter que ser. Ficar reclamando não resolve nada - disse o comentarista da TV Globo.
Embora a vitória belga só tenha vindo na prorrogação, Caio considerou a seleção de Marc Wilmots superior durante toda a partida. De acordo com o ex-jogador da seleção brasileira, as duas seleções não podem mais ser consideradas zebras numa Copa do Mundo e possuem estilos diferentes. Desta vez, porém, a técnica belga levou a melhor sobre a competitividade americana.
- São estilos diferentes. A Bélgica é uma equipe mais técnica e os Estados Unidos são mais competitivos, e não podem mais ser encarados como zebras. São duas seleções de qualidade e que há muito tempo veem fazendo boas campanhas e incomodando as seleções mais tradicionais. Tecnicamente, a Bélgica é mais time, mereceu a vitória e vai dar muito trabalho à Argentina nas quartas - destacou, Caio que ainda elogiou a grande atuação do goleiro Howard:
- Os aplausos que vieram das arquibancadas são o reconhecimento de uma grande partida. Volume de jogo, dinâmica, duas equipes buscando o gol, só faltou mais capricho nas finalizações. O Howard veio a campo para estragar a festa belga, e quase conseguiu.

BÉLGICA SUPERA BARREIRA DOS EUA NA PRORROGAÇÃO E VAI PEGAR A ARGENTINA

No tempo regulamentar, o gigante americano Howard fechou o gol e infernizou a vida dos Diabos Vermelhos, que dominaram o jogo, mas não conseguiram furar a barreira do goleiro dos Estados Unidos. Empate em 0 a 0 na Arena Fonte Nova, em Salvador. Pela quinta vez nessa Copa do Mundo, a decisão foi para a prorrogação. Mas, dessa vez, o camisa 1 americano não teve como fazer milagre. Com gols de De Bruyne e Lukaku – que entrou no tempo extra e mudou a partida – a Bélgica venceu por 2 a 1, eliminou o time de Klinsmann e agora vai enfrentar a Argentina pelas quartas de final, sábado, às 13h, no Mané Garrincha, em Brasília.
Depois do placar zerado no tempo normal, a prorrogação foi eletrizante, como virou marca registrada nessa Copa. No total, os belgas fizeram 38 finalizações, recorde em um jogo do Mundial 2014, contra 15 do adversário. Ao diminuir com Julian Green, os EUA acreditaram que era possível, a torcida gritava "USA" - 51.227 torcedores estiveram presentes no estádio -, o time se lançou ao ataque teve chances reais de gol, mas não conseguiu o empate. Os americanos deixam a Copa de cabeça erguida.
Lukaku gol jogo Estados Unidos x Bélgica Arena Fonte Nova (Foto: Getty Images)Personagens do jogo: Howard levou jogo para a prorrogação, e Lukaku decidiu (Foto: Getty Images)
Pouco brilho nos primeiros 45 minutos
Logo nos primeiros minutos, a Bélgica se lançou ao ataque e levou perigo com Origi, jovem atacante que ganhou a vaga de Lukaku. Mas, a partir daí, a partida seguiu sem grandes emoções. Ainda assim, o time comandado por Marc Wilmots rondava mais a área adversária.
torcedor invade jogo Estados Unidos x Bélgica Arena Fonte Nova (Foto: Getty Images)Torcedor é retirado pelos seguranças após invadir
o gramado da Fonte Nova (Foto: Getty Images)
Aos 16 minutos, um torcedor invadiu o campo, rodou, correu, cumprimentou jogadores e, só um tempo depois, foi retirado por seguranças.
A bola voltou a rolar, e a equipe dos Estados Unidos demonstrava estar bem postada, mais na parte defensiva do que no ataque. Quando se lançavam à frente, os americanos pecavam no último passe. Mas, aos poucos, as jogadas começaram a encaixar. Bradley conseguiu a primeira finalização. Abriram-se espaços em campo e os belgas despertaram.
Dentro da área, De Bruyne perdeu boa chance ao chutar mal. A Bélgica encurralou os EUA em sua defesa.Tentaram o gol com bola alçada na área, chute rasteiro, mas faltava qualidade e maior eficiência. Aos 30, a partida foi interrompida para que os jogadores se hidratassem.
Hidratados, mas não muito inspirados: assim seguiram os jogadores de Bélgica e EUA até o fim do primeiro tempo. Zusi “furou” um chute para os americanos; Origi fez boa jogada para De Bruyne finalizar, mas o zero não saiu do placar na etapa inicial longe de ser brilhante.
 Kevin De Bruyne jogo Estados Unidos x Bélgica Arena Fonte Nova (Foto: AFP)De Bruyne perde boas chances para a Bélgica, e placar fica zerado no primeiro tempo (Foto: AFP)
Belgas dominam, e param em Howard
O segundo tempo começou com bola para lá, bola para cá, até que Mertens cabeceou meio esquisito, mas obrigou Howard a fazer boa defesa. A torcida presente à Fonte Nova tentava cantar, gritar, agitar a festa. Mas a atuação dos times não colaborava. E por alguns bons minutos o estádio ficou em silêncio.
 Divock Origi jogo Estados Unidos x Bélgica Arena Fonte Nova (Foto: Reuters)Origi cai dentro do gol após perder chance de 
colocar a Bélgica em vantagem (Foto: Reuters)
De repente, a rede balançou, mas a torcida gritou “uh” e o zero seguiu no placar. Motivo: depois de cruzamento rasteiro pela esquerda, Origi tentou finalizar, errou de forma incrível e caiu ele próprio no fundo do gol.
A Bélgica tomava mais iniciativa, tinha posse de bola e chegou bem, novamente com Origi, que cabeceou no travessão. Depois, o goleiro americano salvou. Mertens tentou de letra, mas escreveu errado o lance. Faltava criatividade, jogadas envolventes e capricho. O torcedor se levantava apenas para tentar fazer uma “ola” que ficou pelo meio do caminho. Ainda assim, os belgas tinham maior domínio. Os EUA só chegavam com finalizações de longe e bolas alçadas na área.
Os Diabos Vermelhos seguiram insistentes no ataque. O goleiro americano Howard fez uma série de defesas importantes. Passou a ser personagem de um jogo que se desenhou em ataque contra defesa. Os EUA não souberam aproveitar os espaços deixados pelos belgas. Nos descontos, os americanos tiveram a melhor chance. Em cruzamento para a área, Jermaine Jones desviou de cabeça e Wondolowski teve a chance de matar o jogo, mas, na risca da pequena área, chutou para fora. E mais um jogo foi para a prorrogação.
Eden Hazard jogo Estados Unidos x Bélgica Arena Fonte Nova (Foto: EFE)Yedlin e Hazard disputam a bola sob olhares atentos do treinador Klinsmann (Foto: EFE)
Prorrogação eletrizante e com redes balançando de lado a lado
Antes de começar a prorrogação, Vertonghen vomitou. Mas seguiu em campo e viu os EUA darem brecha na zaga. E a Bélgica aproveitou, fez boa investida e, dessa vez, Howard não teve como fazer milagre. Logo aos dois minutos, Lukaku, que entrou no lugar de Origi para incendiar o jogo, fez boa jogada e tocou para De Bruyne balançar e chutar bem: 1 a 0. Mesmo não evitando o gol, o camisa 1 da equipe de Klinsmann seguiu salvando a pátria de um placar mais elástico.
 Julian Green gol jogo Estados Unidos x Bélgica Arena Fonte Nova (Foto: Reuters)Julian Green corre para o meio após assinalar o 
gol que deu esperança aos EUA (Foto: Reuters)
Mas logo a Bélgica ampliou, com Lukaku. O atacante participou do primeiro gol, marcou o segundo, mudou o panorama da partida. Quando parecia que tudo estava definido, os EUA diminuíram com Julian Green, após ótimo passe de Bradley pelo alto, no primeiro lance do segundo tempo da prorrogação. Na jogada seguinte, Jones quase empatou o jogo, mas a bola passou raspando a trave esquerda.
A prorrogação seguiu animada e Lukaku teve outra chance de ampliar para os belgas. Howard voltou a mostrar sua importância e fez outro milagre em Salvador. Courtois também teve trabalho para manter o placar que garantia sua equipe nas quartas de final. Em jogada bem ensaiada na cobrança de falta, Dempsey apareceu cara a cara, e o camisa 1 dos Diabos Vermelhos se virou para afastar o perigo. Os americanos seguiram na pressão, mas o placar não foi mais alterado.
Bélgica comemoração jogo Estados Unidos (Foto: EFE)Belgas comemoram o gol de Lukaku que assegurou a equipe nas quartas de final (Foto: EFE)

30 de jun. de 2014

Ex-Bota e Fla, Fellype Gabriel planeja volta ao Brasil por chance na Seleção

Cerca de um ano após deixar o Botafogo rumo aos Emirados Árabes, Fellype Gabriel já se sente em casa no Oriente Médio. Com a fase de adaptação ao clima e ao idioma ultrapassada, o meia comemora o fim de temporada com resultado além do esperado no Al Sharjah e aproveita as férias no Rio de Janeiro para ficar em tempo integral ao lado da família. Sempre acompanhando de longe os jogos de seu último clube no Brasil e também do Flamengo, onde foi revelado, ele não esconde que existe um planejamento de retornar ao futebol brasileiro, para sonhar com uma chance na Seleção - a última oportunidade aconteceu no Superclássico das Américas, ainda com Mano Menezes, em 2012.
Fellype Gabriel (Foto: Globoesporte.com)De férias em casa no Rio de Janeiro, Fellype Gabriel posa com a camisa 11 do Al Sharjah (Foto: GloboEsporte.com)
Com 28 anos, Fellype pretende seguir longe de casa até os 30. Em sua terceira experiência internacional - jogou no Nacional-POR em 2008 e passou duas temporadas no Kashima Antlers-JAP antes de chegar ao Botafogo -, o jogador revela que ponderou lados positivos e negativos antes de deixar o Alvinegro carioca.   
- Penso sim em voltar ao Brasil, mas tenho mais dois anos de contrato com o Al Sharjah e a tendência é cumprir. Depois disso, quero voltar e aí sim tentar buscar de novo meu espaço para ser convocado. Estando em um centro sem muita mídia é mais difícil, quase impossível de aparecer. Mas foi uma opção que fiz, e a situação econômica do Botafogo fez com que eu fosse negociado. Fiquei mexido porque tinha um grupo legal, que eu gostava muito, mas pensei financeiramente e seria bom para mim.
Capitão do Sharjah durante a maior parte do campeonato, o meia teve que se adaptar a uma posição diferente da que vinha atuando antes de deixar o Brasil. Mais centralizado como armador do time comandado pelo brasileiro Paulo Bonamigo, foi um dos líderes de uma campanha acima das expectativas. Promovido de volta à elite do futebol dos Emirados no início de 2013, o objetivo do clube era principalmente o de permanecer na primeira divisão. Porém, após apresentar boas atuações e alternar entre a terceira e quarta colocações, o saldo foi um sétimo lugar.
 Lá (no Al Sharjah) eu joguei bem diferente do que no Botafogo. Aqui eu jogava pelos lados do campo e às vezes até de segundo volante. Nos Emirados passei a fazer mais a função que o Seedorf fazia, no meio, como armador.
Fellype Gabriel
- Lá eu joguei bem diferente do que no Botafogo. Aqui no Brasil eu jogava pelos lados do campo e às vezes até de segundo volante. Nos Emirados passei a fazer mais a função que o Seedorf fazia, no meio, como armador. Só no último jogo o Bonamigo me colocou de segundo volante, e gostou. Aí não sei como vai ser na próxima temporada. Fui capitão praticamente o ano todo, é uma responsabilidade grande, ter influência com jogadores e o diálogo com diretoria e treinador.
Apenas um brasileiro é seu companheiro de clube atualmente: o zagueiro Maurício Ramos, ex-Palmeiras. Como adversários, porém, outros jogadores se tornaram mais próximos, como Grafite (Al-Ahli), Ricardo Oliveira (Al-Wasl), Léo Lima e Eder Luis (Al-Nasr). Mesmo assim, a intenção é de manter-se bem próximo também dos locais.
O contato com os ex-companheiros de Botafogo é mantido. Por telefone ou pela internet, Fellype Gabriel sempre procura saber como andam as coisas pelos lados de General Severiano.
- Falo com o Dória, o Sassá, mantenho o contato com os meninos. O próprio Jorge Wagner (que não chegou a atuar com ele no clube), mora perto de mim aqui no Rio de Janeiro e converso com ele. Fui muito feliz e tive um grande momento lá, e torço pelos meus amigos. Assisti aos jogos da Libertadores, e o time teve dificuldades de montar e entrosar a equipe após as saídas de algumas peças. Mas espero que a situação melhore após a parada para a Copa do Mundo.
Fellype Gabriel Al Sharjah  (Foto: Reprodução / Instagram)Fellype Gabriel em ação pelo Al Sharjah(Foto: Reprodução / Instagram)
Confira outros trechos da entrevista de Fellype Gabriel ao GloboEsporte.com:
Chegada e primeiros momentos nos Emirados Árabes
- No começo foi difícil pela cultura diferente, cheguei na época do Ramadã. Para quem é de fora é complicado pela questão do jejum. Mas depois que isso passou, foi bem tranquilo. Fizemos a pré-temporada na Alemanha, o que deve se repetir neste ano. Nos Emirados faz muito calor nessa época, você já sai do aquecimento suado. As crianças (tem dois filhos) se adaptaram bem, e lá não temos tantos jogos quanto no Brasil. Sempre tem um dia de folga e podemos passar juntos, passear. Coisas que não fazíamos aqui.
Futebol local e diferenças em relação ao Japão
- Lá ainda não é profissional. Tem jogador do meu time que trabalha na polícia. Trabalha de manhã e treina no fim da tarde. Às vezes isso cansa, e tem que ter jogo de cintura também. É um futebol menos evoluído do que eu vi no Japão, porque os jogadores da seleção ainda não saíram para jogar na Europa. Lá eles ainda investem muito em estrangeiros. Temos atuando o Caicedo, destaque do Equador, no Al Jazira, e o Asamoah, de Gana, do Al Ain e que foi artilheiro do último campeonato.
Situação do Flamengo
- É um clube que eu também acompanho. Fui criado lá desde os nove anos de idade. Sou profissional, mas a gente tem amizades. Parece que a diretoria que está lá hoje é séria e estão tentando mudar. Tenho ouvido de fora, mas os salários estão em dia, coisa que na minha época não tinha. Como todo time grande, tem pressão. Joguei pouco com o Ney Franco (em 2006), mas é um grande treinador e espero que dê jeito nas coisas.
Fellype Gabriel Al Sharjah  (Foto: Divulgação)Fellype, ao lado da esposa Carine e dos filhos Yasmin, de 6 anos, e Yan, de 7 (Foto: Divulgação)
Copa do Mundo de 2022 no Oriente Médio (Catar)
- Não sei se vai dar certo por causa do calor. Nessa época, lá está fazendo cerca de 50 graus. Não sei como vai ser por causa disso. Por mais que o estádio tenha ar-condicionado, você vai ter que passar um dia inteiro trancado no hotel. Até a água da praia é quente, e os pontos de ônibus têm ar-condicionado.
Férias e momento com a família
- Tenho aproveitado, vamos fazer a festa de aniversário da minha filha. No ano passado, acabei perdendo por ter que viajar pela manhã do dia da festa para acertar coisa da negociação. Esse ano, nas férias, marcamos com antecedência para ter a certeza de participar desse momento juntos.
* Por Thiago Benevenutte, estagiário

Samir vê Flamengo compacto e elogia liberdade dos alas com esquema 3-5-2

Samir coletiva Flamengo (Foto: Globoesporte.com)Samir concede entrevista coletiva no Ninho do Urubu (Foto: Globoesporte.com)
O resultado do primeiro jogo-treino na preparação para o retorno ao Campeonato Brasileiro foi negativo - derrota por 4 a 2 para o Tupi-MG -, mas para os titulares do Flamengo a oportunidade de testar o esquema com três zagueiros foi válida. Com a vitória adquirida nos 45 minutos iniciais - o revés só veio com a entrada de um time formado apenas por reservas -, os comandados de Ney Franco puderam observar uma evolução com o novo sistema de jogo.
Para Samir, o grupo notou uma mobilidade maior para os alas. As jogadas dos dois gols, um deles marcados pelo próprio zagueiro, saíram em lances pelas laterais.
- Nossos laterais tiveram mais liberdade para atacar, e os gols saíram em jogadas pelas laterais. Temos jogadores fortes, como o Léo (Moura) e o André (Santos), que têm cruzamentos que são passes. Atrás, também ganhamos consistência, com o Recife. Não que o Cáceres não estivesse dando, mas nossa movimentação aumentou, a compactação também. Isso foi refletido no jogo - analisou o defensor.
Em algumas ocasiões, quando André Santos precisa voltar para marcar, Samir tem ainda a função de ser o atuante ofensivamente pelo lado canhoto do campo.
- Converso muito com o Ney (Franco) e os auxiliares, porque já joguei de lateral-esquerdo e tenho essa facilidade para atuar por ali. Quando o André faz uma jogada, está se recuperando e surge outro lance para fazer, eu vou lá e faço.
O Flamengo, que só retorna aos treinos nesta terça-feira no Ninho do Urubu, volta a campo pelo Brasileiro no dia 16 de julho, pela 10ª rodada da competição, contra o Atlético-PR em Macaé

Vélez se despede de Canteros, que deve assinar com Flamengo na quarta

Canteros Vélez Sarsfield (Foto: Getty Images )Canteros é desejo antigo da diretoria do Flamengo (Foto: Getty Images )
O Flamengo ainda não confirma a contratação e prefere não se manifestar antes de estar tudo acertado, mas o Vélez Sarsfield, em seu site oficial, já se despediu do volante Canteros. O jogador é aguardado na quarta-feira para assinar por três anos com o Rubro-Negro.
- Hector Canteros aproveitou a manhã para se despedir antes de viajar rumo ao Brasil para acertar os últimos detalhes com o Flamengo. Desejamos êxito - disse o site da agremiação argentina.
O meio-campista, de 25 anos, já havia recolhido todos os seus pertences do Centro de Treinamento do clube argentino e nesta segunda-feira não apareceu para o treino, realizado na parte da manhã. O empresário do atleta revelou mais cedo que a chegada ao Rio de Janeiro deverá ocorrer na quarta-feira.
- Chegamos a um acordo. Está tudo certo. Vamos ao Rio provavelmente na quarta – disse Adrian Castellanos.
O Flamengo só deverá se manifestar após Canteros ser aprovado nos exames médicos. O jogador é sonho antigo da diretoria, que tentou contratá-lo no começo do ano, por empréstimo, e não conseguiu. O Vélez só aceitava negociar de forma definitiva o meio-campista.
Na última quinta, os clubes chegaram a um acordo. O Fla pagará US$ 2,2 milhões (R$ 4,8 milhões) por Canteros. Os cariocas, então, começaram a negociar os salários do atleta. A partir daí, o impasse se deu com boleiro e representante – este pedia comissão de US$ 300 mil (R$ 660 mil). O domingo, então, foi o dia de aparar arestas.
Desde que o Flamengo mudou diretoria e treinador (Ximenes e Ney Franco substituíram Paulo Pelaipe e Jayme de Almeida), nenhum reforço foi contratado. A retomada do Brasileirão está marcada para o dia 16 de julho contra o Atlético-PR

Padrão Seleção: Argentina repete esquema de segurança do Brasil

A frase de Lionel Messi, publicada em uma rede social nesta segunda-feira, exemplifica a rigidez da Argentina na sua concentração em São Paulo: "Agora começa um outro Mundial", escreveu o craque. E os jogadores liderados pelo camisa 10 pouco dão as caras no hotel onde a delegação está hospedada, na zona sul paulista, para encarar a Suíça, nesta terça-feira, às 13h (de Brasília), na Arena Corinthians, pelas oitavas de final da Copa do Mundo.
O esquema de segurança repete o padrão adotado pela seleção brasileira, hospedada no mesmo local antes da abertura da Copa do Mundo, contra a Croácia. São 180 câmeras de segurança e 250 homens do Exército, Polícias Militar e Federal, além de funcionários extras contratados pelo hotel. As ruas de acesso são bloqueadas e somente pessoas autorizadas passam pelo cerco no entorno da concentração argentina.
segurança hotel Argentina em São Paulo (Foto: Marcelo Hazan)Forte esquema de segurança em hotel da Argentina mantém torcedores distantes dos jogadores (Foto: Marcelo Hazan)

Na maior parte do tempo apenas membros da comissão técnica e diretoria são vistos no saguão principal, local de livre acesso dos hóspedes, identificados com pulseiras azuis. Além deles, somente parentes de jogadores e pessoas autorizadas pela Argentina podem circular livremente. O lateral-esquerdo Clemente Rodríguez do São Paulo, por exemplo, visitou os amigos da seleção.
Os únicos a quebrar o "padrão Argentina" foram o zagueiro Martín Demichelis, o atacante Giovanni Simeone, filho do treinador do Atlético de Madrid e integrante da seleção sub-20, usado para completar treinamentos, e o coordenador de seleções Carlos Bilardo, comandante da seleção campeã do Mundo em 1986. Ainda que de forma rápida, o trio teve contato com os fãs.
segurança hotel Argentina em São Paulo (Foto: Marcelo Hazan)Mesmo sem contato com jogadores, torcida acompanha movimentação da seleção argentina (Foto: Marcelo Hazan)

Os astros Messi, Agüero (cortado das oitavas por lesão na coxa esquerda) e Di María, entre outros, só apareceram na saída e chegada da seleção do treinamento na Arena Corinthians. Todos usam uma rota alternativa para não acessar o saguão principal. Assim, o contato com torcedores é apenas visual, mas não próximo.
Tal esquema de segurança é diferente do adotado pelo Uruguai, hospedado no mesmo local antes de enfrentar a Inglaterra, pela primeira fase do Mundial. O zagueiro e capitão Diego Lugano, por exemplo, era facilmente visto no saguão e concedeu diversos autógrafos a torcedores. Holanda e Coreia do Sul também fizeram esquemas mais simples no hotel

Clássico x ousado: goleiros argelino e alemão opõem estilos e se destacam

Alemanha e Argélia não têm apenas um abismo de tradição em Copas do Mundo que teima separá-los. Basta olhar para as extremidades do gramado, no objetivo de todo o jogador, o gol. Lá moram dois goleiros que em nada se parecem. A não ser pelo bom motivo de terem sido destaques nesta segunda-feira no Beira-Rio, em emocionante confronto que levou, a muito suor e sofrimento e a despeito da desigual tradição, os alemães às quartas de final com a vitória por 2 a 1 construída construída nas agruras finais da prorrogação. Muito por causa desses homens de luvas.
A dupla conseguiu se sobressair mesmo com números tão díspares. O argelino Rais M'Bolhi teve mais trabalho, com 22 finalizações alemãs. Enquanto isso, Neuer viu seu gol ser fustigado em sete oportunidades. Mas o seu destaque pessoal foi menos em intervenções perto da linha fatal e muito mais em saídas precisas e arrojadas contra a velocidade africana.
O único item em que M'Bolhi parece ousar é no fardamento. Um laranja daqueles cintilantes, à la cone de trânsito. De resto, esbanja sobriedade. O argelino é um goleiro clássico, de saltos precisos e que dispensa estripulias. Se um tapa discreto resolver, isso será feito, sem enfeites. Assim o fez em chute de fora da área de Lahm, aos nove minutos do primeiro tempo. Primeiro indicativo de uma noite de muito trabalho.
Islam Slimani e Manuel Neuer Alemanha x Argélia (Foto: Getty Images)Neuer voa para, fora da área, afastar de cabeça o perigo argelino (Foto: Getty Images)
Não que o alemão Manuel Neuer não estivesse em apuros. Estava, claro. Porque a Argélia não se apequenou diante de uma tetracampeã mundial. Foi ao ataque com desenvoltura, velocidade e qualidade. Características que levaram o goleiro alemão a exercitar um de seus dons preferidos. Saídas da meta em alta velocidade. Trabalhou como líbero boa parte do jogo. Em sua primeira intervenção, foi assim. Praticamente correu lado a lado com Slimani, travando-o num carrinho, fora da área, de dar inveja a muito zagueiro rompedor.
Enquanto isso, M'Bolhi preferia ficar sob as traves. Até porque ali, na morada tradicional de um goleiro clássico, já há muito trabalho. Normalmente, conseguia segurar os petardos que caíam sobre seu colo. Quando isso não foi possível, fez milagre. Aos 40 minutos do primeiro tempo, espalmou foguete de Özil. Götze, sozinho, chegou a pensar num gol fácil. Até a muralha laranja de 1,90m se transformar num armário de seis portas: defesaça. 
mapa de calor alemanha argélia neuer mbolhi (Foto: Reprodução)nMapa de calor e o contraste das posturas: Neuer age quase na meia-lua, e M'Bolhi, na pequena área (Foto: Reprodução)

Goleiro do CSKA Sofia, da Bulgária, M'Bolhi mostrou no segundo tempo que também é bom em bolas altas. Lahm resolveu, aos nove minutos, colocar no ângulo. A rede já estava à espera da bola quando apareceu a luva branca do argelino. Uma defesa que nem mil replays explicam. De cinema. Já a praia do carismático Neuer é mesmo cativar pelo ar performático. Numa saída de bola, ensaiou um drible de letra. Depois, mostrou saber jogar sério. 
Aos 26, o alemão se antecipou ao lançamento nas costas da defesa e tirou de cabeça, corajoso. Logo depois, agarrou chute perigoso de fora da área. Lá da meia-lua para frente, local em que, ousado, costuma assistir às investidas de seu ataque, observou de camarote a mais um milagre do colega. Müller cabeceou à queima-roupa, e M'Bolhi defendeu, é claro.
M'Bolhi Alemanha x Argélia (Foto: Reuters)M'Bolhi em um dos vários momentos em que mostrou segurança e sobriedade ao defender (Foto: Reuters)


Também virou rotina Neuer sair bem do gol. Aos 43 minutos, não havia margem de erro. Se faltasse velocidade, Fegholli entraria com bola e tudo. Aos 49, Sandro Meira Ricci encerrava o tempo normal. O último a tocar na bola? M'Bolhi.

Seria melhor para ele que assim terminasse de vez. Um fim perfeito. Mas havia a letra de Schürrle, um calcanhar de puro oportunismo que merecia o caminho das redes, e a insistência de Özil, em gol praticamente quando não havia tempo para mais nada. Ou para a Argélia levar a decisão da vaga para os pênaltis. Neuer também acabou batido, nos acréscimos, por Djabou. A prorrogação contou com três gols, mas não apagou o brilho dos goleiros, que, na tentativa de evitar o melhor do futebol, provaram, cada um a seu modo, que o "quase" também tem valor.