1 de jul. de 2014

"Homem do jogo": Decisivo, Messi é tetra em votação popular da Fifa

O atacante Lionel Messidivide o posto de vice-artilheiro da Copa do Mundo com Neymar e com o alemão Thomas Müller, ambos com quatro gols, um a menos que o líder colombiano James Rodríguez. No entanto, o craque da seleção argentina tem algo a mais do que os jogadores rivais neste Mundial. É que o camisa 10 foi escolhido o melhor em campo em todas as quatro partidas que disputou. O tetra de Messi é resultado da votação popular que a Fifa realiza em seu site em todos os jogos da Copa.
A Argentina coleciona quatro vitórias nas quatro partidas que disputou. Em todas elas, o jogador do Barcelona teve de fato papel decisivo tanto marcando gols, como dando assistências. A mais valiosa delas certamente é a que resultou no gol de Di María diante da Suíça em confronto das oitavas de final nesta terça-feira. (Veja o lance no vídeo acima).
Messi  comemora gol da Argentina contra a Bósnia (Foto: Agência AFP )Messi comemora gol contra a Bósnia: craque foi eleito o melhor em campo em todos os jogos da Argentina (Foto: AFP )




O colombiano James Rodríguez, destaque do Mundial, está em segundo na lista. O jogador ficou com o título de "homem do jogo" em três partidas. O meia conquistou o voto da maioria dos torcedores nos dois primeiros confrontos da Colômbia e na vitória sobre o Uruguai nas oitavas, que colocou a equipe no caminho do Brasil nas quartas. 
A lista dos melhores em campo segue com nove atletas eleitos por duas vezes. Entre eles, Neymar foi escolhido como o craque do Brasil nos jogos contra a Croácia e diante de Camarões. Entre os atacantes empatados com o brasileiro estão Robben, da Holanda; Benzema, da França; Müller, da Alemanha; e Slimani, da Argélia.

Os goleiros Howard, dos Estados Unidos; Navas, da Costa Rica; e Ochoa, do México, também foram apontados como "homens do jogo" em duas ocasiões, assim como o meia suíço Shaqiri.

Nas 56 partidas realizadas até agora, o atacantes dominaram a votação da Fifa. Ao todo, 33 atletas da posição foram escolhidos como melhores em campo. Os meias ficaram com o posto 11 vezes, seguidos pelos goleiros (10) e pelos zagueiros (duas).
Neymar comemoração Brasil x Croácia (Foto: Marcos Ribolli)Neymar foi eleito o melhor em campo contra a Croácia e contra Camarões (Foto: Marcos Ribolli)

Atacante de fé: Lavezzi reza e faz sinal da cruz 13 vezes em chance da Suíça

O jogo contra a Suíça, pelas oitavas de final, testou o coração dos argentinos. E não foi apenas os torcedores que sofreram até a confirmação da vaga, com vitória por 1 a 0, na Arena Corinthians. Com a partida já nos acréscimos do segundo tempo da  prorrogação, foram dois sustos. Primeiro Dzemaili acertou a trave e, em seguida, a Suíça teve a chance de empatar o jogo na bola parada, no último lance, e Shaqiri acertou a barreira. No banco de reservas, o atacante argentino Lavezzi apelou para a fé antes da cobrança. Durante a oração, ele fez o sinal da cruz 13 vezes (assista ao vídeo).
Naquele momento, um gol dos suíços levaria a decisão para os pênaltis. Se dentro de campo os jogadores mostravam a catimba argentina e davam trabalho ao árbitro durante a formação da barreira, Lavezzi parecia não acreditar na oportunidade a favor do adversário no finalzinho. Com a cabeça baixa, o atacante, que tem a imagem de Jesus Cristo tatuada no peito, começou a rezar no banco de reservas. Cada sinal da cruz terminava com um beijo na mão. Na cobrança, Shaqiri acertou a barreira e em seguida o jogo foi encerrado.
Lavezzi  foi substituído aos 28 minutos do segundo tempo, quando a partida ainda estava 0 a 0, para dar lugar a Palacio. Após o momento de concentração e fé, ele compartilhou imagens descontraídas, comemorando a classificação às quartas ao lado dos companheiros, no vestiário.
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Lavezzi reza no banco de reservas; Argentina (Foto: Reprodução SporTV)Lavezzi começou a rezar no banco ao ver chance a favor dos adversários (Foto: Reprodução SporTV)
No final da partida, Messi e Di Maria, autor do gol aos 12 minutos do segundo tempo da prorrogação, admitiram que a Argentina teve sorte contra os suíços. No lance da bola na trave de Dzemaili, pouco antes da cobrança de falta que motivou a reza de Lavezzi, a bola voltou para suíço, bateu no joelho do jogador e saiu.
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Rodrigo Palacio, da seleção argentina, resolveu fazer um corte de cabelo que rendeu algumas piadas…

O CRAQUE DA VEZ: DI MARÍA DECIDE, ARGENTINA BATE SUÍÇA E SOBREVIVE

O craque da vez foi outro. A Argentina voltou a jogar mal, voltou a encontrar dificuldades para superar uma defesa bem postada, voltou a ser refém de lampejos individuais, mas tem craque. Mais que isso, tem craques. E é exatamente por ter quem decida quando tudo vai mal que segue viva na Copa do Mundo do Brasil. O relógio já apontava 118 minutos - 13 da prorrogação -, Benaglio fechava o gol da Suíça, mas a bola caiu nos pés dos craques. De dois. De Messi para Di María, de Di María para o gol. Injusto ou não com os bravos suíços, o o placar da Arena Corinthians apontou 1 a 0 para os hermanos nesta terça-feira, e são eles que seguem para as quartas de final.
A Suíça foi quase perfeita taticamente. Firme na defesa e veloz nos contragolpes, obrigou Romero a fazer boas defesas, levou perigo com o abusado Shaqiri. Faltou, no entanto, quem decidisse quando a oportunidade foi clara. Benaglio, que é Diego como Maradona, parava a Argentina. Defendia tudo e surgia como herói ideal de um jogo que caminhava para os pênaltis. Di María, no entanto, estava ali. Não parecia, mas estava ali. E começou a correr como nenhum outro jogador nos 15 minutos finais da prorrogação.
Depois de errar quase tudo o que tentou nas três etapas anteriores da partida, Fideo, como é chamado no país, chamou o jogo para si no segundo tempo. Neste período, foram três das 12 finalizações que tentou no jogo. Na penúltima, o gol: passe de Messi, chute colocado no cantinho. O estádio paulista explodiu, os argentinos invadiram o campo. Incansável, a Suíça ainda colocou uma inacreditável bola na trave, mas não deu.
Mal coletivamente e graças aos craques que tem no elenco, a Argentina sobrevive no Brasil. O próximo compromisso está marcado para sábado, às 13h (de Brasília), no Estádio Nacional, na Capital Federal. O rival será a Bélgica, que eliminou os Estados Unidos com uma vitória por 2 a 1 na prorrogação, também nesta terça.
di maria gol argentina x suiça (Foto: Marcos Ribolli)Di María recebe abraço de Messi, dono da assistência para o gol salvador (Foto: Marcos Ribolli)
Suíça impõe estilo de jogo e assusta no primeiro tempo
Um roteiro comum à maioria dos jogos das oitavas de final desta Copa do Mundo: com maior posse de bola, o favorito esbarrava na falta de espaços do azarão, que, bem postado taticamente, assustava em contragolpes. Se Brasil, Alemanha, Holanda e França sofreram para seguirem vivos no Mundial, com a Argentina não foi diferente nos 45 minutos iniciais. Mais uma vez com suas principais figuras apagadas e dependente de lampejos de Messi, os hermanos praticamente não levaram perigo ao gol de Benaglio e desceram para o intervalo no lucro pelo 0 a 0 com os suíços.
Marcando quase toda atrás da linha da bola, a Suíça administrava a partida à sua maneira. Pacientemente, aguardava erros de passes de argentinos afobados diante da falta de espaço e ligava em velocidade os contra-ataques, sempre acionando Xhaka e Shaqiri. Assim, protegeu bem sua área e provocou calafrios na torcida argentina, que pela primeira vez foi minoria no estádio neste Mundial. Xhaqa e Drmic, inclusive, desperdiçaram boas oportunidades dentro da área. O primeiro parou em grande defesa de Romero, e o segundo jogou fora lindo lançamento de Shaqiri ao ficar livre de marcação e errar toque de cobertura.
A Suíça tinha uma proposta de jogo muito bem definida e a cumpria quase que com perfeição. Os raros espaços concedidos à Argentina aconteceram em erros na saída de bola. Os suíços, por sinal, raramente deram chutões e exploravam os buracos na frágil defesa do time de Sabella graças a boa saída de bola da dupla de volantes Inler e Behrami. Do lado dos hermanos, Sabella tentou de tudo, mas, para variar, só tinha Messi com alguma qualidade.
Substituto de Agüero, Lavezzi começou a partida aberto pela direita, com Di María na esquerda. A opção não deu certo, e pouco depois dos 20 minutos a dupla mudou de lado. Já Messi, que começou enfiado ao lado de Higuaín, recuou também na metade da etapa inicial e passou a aparecer mais no jogo. Com certo espaço na intermediária, o craque até conduzia para tentar tabelas, mas parava em uma parede vermelha na entrada da área. Ao todo, apesar dos 60% de posse de bola, foram apenas cinco finalizações. Nenhuma tão perigosa quanto as da Suíça.
Shaqiri suiça x argentina (Foto: EFE)Shaqiri é atrapalhado pelo árbitro no meio-campo: trombada valeu uma bronca (Foto: EFE)
Argentina melhora, pressiona, mas para em Benaglio
Se a tarde era ruim tecnicamente, a Argentina voltou para o segundo tempo tentando achar o gol na base do abafa. Alejandro Sabella adiantou a marcação para o campo de ataque e deixou a Suíça acuada. Por outro lado, os europeus mantinham seu trio ofensivo quase na linha do meio-campo à espera de uma saída fatal de contragolpe.
Trocando passes na intermediária ofensiva, os hermanos passaram a finalizar mais. Faltava, no entanto, quem ajudasse Messi na criação das jogadas. Muito mal, Di María errava tudo que tentava. Na melhor jogada, conseguiu driblar Rodriguéz, mas, todo torto, cruzou de letra para fora. Com o jogador do Real Madrid mal pela direita, o jeito foi virar o jogo para esquerda e tentar a sorte com Rojo.
Com espaço, o lateral manteve o ritmo da fase de grupos e conseguiu boas jogadas. Primeiro, chutou forte, cruzado, e parou em Benaglio. Pouco depois, cruzou na medida para Higuaín cabecear com perigo. O goleiro da Suíça mais uma vez apareceu bem. O segundo tempo já tinha 22 minutos quando Messi, enfim, também arriscou. Da entrada da área, dominou no peito e emendou bonito com perigo.
Cansada, a Suíça perdeu o contra-ataque e praticamente se limitava a segurar a pressão argentina. Aos 30 minutos do segundo tempo, os hermanos chegaram a 15 finalizações, triplicando a marca do primeiro tempo. Benaglio, por sua vez, se transformava no nome do jogo. Em boa jogada individual, Messi quase tirou seu coelho da cartola. O craque recebeu na entrada da área, limpou dois e chutou forte. O goleiro fez grande defesa no reflexo. Sabella ainda tentou botar sangue novo, trocou Lavezzi por Palacio, mas não teve jeito, ninguém conseguiu evitar a prorrogação.
Lionel Messi Argentina e Mehmedi Suíça Arena Corinthians (Foto: Agência Reuters)Messi foi bem marcado, mas ainda assim teve bons lances individuais (Foto: Agência Reuters)
Di María acorda e decide. Há vida para Argentina
Exaustos fisicamente, Argentina e Suíça começaram a prorrogação como se fosse uma contagem regressiva para os pênaltis. Nos minutos iniciais, os argentinos até ensaiaram uma pressão na base da bola aérea. Garay e Palacio obrigaram Benaglio a entrar em ação novamente, mas nada além disso. Nada que sequer empolgasse a minoria de hermanos presente na Arena Corinthians. Preocupados, eles silenciaram e ouviram a festa dos brasileiros embalar os suíços.
Diante de uma Argentina sem forças para se manter no campo ofensivo, o time de Ottmar Hitzfeld tinha a posse de bola e colocava o rival na roda. Embalada por gritos de "olé!" das arquibancadas, a Suíça comandava as ações, com direito e show de dribles da dupla Shaqiri e Mehmedi. A firula, no entanto, não levava perigo ao gol de Romero.
A disputa por pênaltis parecia questão de tempo. Faltava fôlego, faltava inspiração, faltava tempo, mas faltava também Angel Di María aparecer. Faltava Angel Di María, o principal jogador na última temporada europeia, dar sinal de vida. E ele disse: "Presente!". Pior em campo por 105 minutos, o camisa 7 ligou o acelerador e jogou praticamente sozinho. Corria de um lado para o outro. Chutou uma  vez, parou em Benaglio. Chutou a segunda, parou em Benaglio. Na terceira, não teve jeito.
Aos 13 minutos da prorrogação, Palacio aproveitou raro vacilo suíço na saída de bola e acionou Messi. O capitão conduziu, puxou a marcação adversária e abriu espaço para Di María. O passe saiu com açúcar. A finalização perfeita, colocada, no cantinho. Di María está vivo. A Argentina segue viva. E ainda com sofrimento de uma bola na trave e uma falta na entrada da áera no último lance, aos 19 do segundo tempo da prorrogação. Segue a Copa para os hermanos. Acaba para os bravos suíços.
Dzemaili bola na trave argentina x suiça (Foto: Reuters)Dzemaili acerta uma bola na trave nos últimos minutos de jogo (Foto: Reuters)

Pelo terceiro dia seguido, titulares do Brasil não treinam com bola

A seleção brasileira voltou a treinar nesta terça-feira e, pelo terceiro dia seguido, os titulares não foram a campo. Enquanto a equipe reserva disputava um jogo-treino com o sub-20 do Fluminense, os jogadores que iniciaram a partida contra o Chile permaneceram na academia. Neymar, que está se recuperando de dores na coxa, seguiu normalmente a programação da equipe principal. O craquechegou à sala de musculação em uma bicicleta e depois apareceu no banco de reservas com uma proteção na perna direita, com um eletroestimulador.
- Prefiro que Neymar fique sem treinar que sem jogar. E só uma proteção, nada demais. Teve uma pancada, um trauma da última partida, então está em tratamento para jogar. Nada preocupante, amanhã ele treina com os outros titulares e vai para o jogo normalmente - disse José Luiz Runco, médico da Seleção.
Neymar Treino Brasil  (Foto: Marcio Farache / Mowa Press)Neymar usou proteção na perna direita durante o treino desta terça-feira (Foto: Marcio Farache / Mowa Press)

Após se exercitarem na academia, alguns titulares e membros da comissão técnica acompanharam o jogo-treino do banco de reservas. Na parte final, Neymar desceu, usando um gorro para se proteger do frio de Teresópolis, e foi o mais saudado pelos torcedores. O jogador parece recuperado das dores na coxa direita, uma vez que caminhou normalmente até o gramado. No entanto, usava uma proteção no local e um curativo na altura do joelho. A psicóloga Regina Brandão, que foi à Granja para conversar com os jogadores, também assistiu à atividade.
Este é o terceiro dia consecutivo dos titulares de Felipão longe da bola. Após a partida contra o Chile, no último sábado, a seleção brasileira teve folga no domingo. Os jogadores se reapresentaram na manhã de segunda, porém, os titulares realizaram apenas um treino regenerativo na piscina. 
Ramires no treino da seleção (Foto: Gaspar Nóbrega / VIPCOMM)Ramires disputa jogada com garoto do sub-20 do Fluminense (Foto: Gaspar Nóbrega / VIPCOMM)


Já a atividade dos suplentes é importante para que os candidatos à vaga de Luiz Gustavo (Henrique, Hernanes, Ramires e Paulinho) mostrem serviço ao técnico Felipão. A opção de escalar Dante como zagueiro e David Luiz mais avançado também ainda não está descartada.
A equipe que começou o jogo contra o time sub-20 reserva do Fluminense teve Victor, Maicon, Henrique, Dante e Maxwell; Paulinho, Hernanes, e Willian; Ramires, Bernard e Jô. O goleiro Jefferson, por sua vez, defendeu o Tricolor. O primeiro tempo da atividade, que durou cerca de 35 minutos, acabou sem gol. Na segunda etapa, a única mudança foi a troca de goleiros. Jefferson passou a integrar a Seleção, enquanto Victor foi para o Flu. Paulinho, de pênalti, marcou o único gol do jogo-treino.
A seleção brasileira volta a treinar na manhã desta quarta-feira. A expectativa é que os titulares treinem, e Felipão comece a esboçar a equipe que enfrenta a Colômbia. Com Luiz Gustavo, a tendência é que Paulinho volte ao time, e Fernandinho seja recuado para a função de primeiro volante. Existe, no entanto, a possibilidade de o treinador optar por três zagueiros. 
felipão scolari brasil treino (Foto: Gaspar Nobrega / Vipcomm)Felipão conversou com os jogadores antes da atividade (Foto: Gaspar Nobrega / Vipcomm)

O Brasil embarca nesta quarta-feira à tarde para Fortaleza, onde enfrenta a Colômbia, na sexta, às 17h, no Castelão, pelas quartas de final da Copa do Mundo. O GloboEsporte.com, a TV Globo e o SporTV transmitem. O site também acompanha em Tempo Real.

Ramires não vê crise emocional: "Já vi jogadores mais experientes chorando"

A condição emocional dos jogadores da seleção brasileira virou o tema central entre os jornalistas que acompanham a equipe do Brasil na Granja Comary. Desde a vitória dramática sobre o Chile, nas oitavas de final da Copa do Mundo, o estado psicológico do grupo tem sido abordado. A comissão técnica está preocupada. Tanto que a psicóloga Regina Brandão foi chamada para uma conversa com os jogadores e chegou à concentração no início da tarde desta terça-feira
O volante Ramires, que está em seu segundo Mundial, minimiza o episódio. Para ele, a cena de alguns jogadores aos prantos antes e durante as cobranças de pênaltis contra os chilenos é recorrente no futebol em todo o mundo. 
- Isso tem sido muito comentado. Foi uma emoção diferente contra o Chile, já passei por isso numa final de Liga dos Campeões, já vi jogadores muito mais experientes chorando. É a emoção normal de um jogo que vai para os pênaltis. Tivemos uma conversa antes de a Copa começar com a Regina. O que a gente passou contra o Chile vai servir de motivação – disse Ramires em entrevista coletiva na Granja.
Na próxima sexta-feira, o Brasil enfrenta a Colômbia, em Fortaleza, às 17h (de Brasília), em novo jogo eliminatório. Diante da possibilidade de nova decisão por pênaltis, o volante vê o grupo mais forte para a disputa.  
- Se vier outra decisão assim, estaremos muito mais preparados. Se passamos pelo Chile, é porque estávamos preparados. Foi a emoção pela partida. Jogar 90 minutos, prorrogação, pênaltis, muito calor, mais de 200 milhões de torcedores na torcida. O time está preparado para lidar com essa questão emocional dentro e fora do campo. 
Com a ausência de Luiz Gustavo, suspenso por dois cartões amarelos, Ramires é um dos cotados para entrar no time titular. Ele pode ser uma opção no meio-campo caso Fernandinho seja recuado para a função de primeiro volante. 
- Não sei o que o professor vai fazer, Luiz dá segurança aos zagueiros. Ele faz muito bem, marca bem, dá estabilidade ao time. Temos outros jogadores que podem fazer. Estamos esperando o que o professor fará. Estamos nos preparando para entrar e fazer o que ele espera.
Ramires brasil coletiva (Foto: Gaspar Nobrega / Vipcomm)Ramires sorri durante a entrevista coletiva na Granja Comary (Foto: Gaspar Nobrega / Vipcomm)

Brasil e Colômbia vão jogar no Castelão, na capital cearense. A TV Globo, o SporTV e o GloboEsporte.com transmitem a partida ao vivo. O site também acompanha a partida em Tempo Real. O classificado vai enfrentar Alemanha ou França na semifinal. 
OUTROS TRECHOS DA ENTREVISTA DE RAMIRES
TITULARIDADE
- Claro que todo jogador espera uma oportunidade de iniciar. Não sei o que o Felipão vai fazer. O que tenho que fazer é me preparar nos treinamentos e fazer o melhor caso o Felipão opte por mim.
DIFICULDADES
- O nível dos adversários está muito elevado. Não é pelo fato de sermos a seleção brasileira que vamos ganhar o jogo. Ganhar uma Copa no Brasil é tudo o que os adversários querem.
 Não é pelo fato de sermos a seleção brasileira que vamos ganhar o jogo"
Ramires, sobre as dificuldades
da Copa do Mundo
DISPUTA POR VAGA
- Não sei o que o Felipão vai fazer. O Luiz Gustavo é um volante que dá muita segurança aos zagueiros. Ele joga há muito tempo com o David Luiz e com o Thiago Silva e dá uma estabilidade muito grande ao time. Mas temos outros jogadores que podem exercer essa função. Todos estão se preparando.
EMOÇÃO DE ENTRAR NO JOGO
- Saímos todos do banco para aquecer, mas depois a Fifa mandou alguns voltarem. Mas na hora que o Deno (massagista) sai do banco, ele vem apontando para um, mas é difícil saber direito para quem. Todos se animam (risos). O coração já dispara. 
NEYMAR
- Temos grandes batedores de pênaltis. O Neymar é o nosso craque. Quando precisamos, ele chama a responsabilidade. Chamou naquele momento, teve tranquilidade e cobrou com muita personalidade. Depois ainda abraçou o Julio e passou confiança. Ele também é importante por isso. Na hora que precisamos, ele sempre está lá para ajudar a Seleção.
PROTEÇÃO A NEYMAR
- Não temos muito como protegê-lo. Só ele ou o árbitro pode protegê-lo. Não podemos fazer nada. Ele sofre muitas faltas. Ficamos sem reação. Os adversários chegam firme porque sabem que ele pode desequilibrar, e a única maneira de pará-lo é com faltas. Os árbitros precisam punir com cartões amarelos.
JAMES RODRÍGUEZ
- Já tinha visto o James jogar no início no Porto e percebido a qualidade dele. Agora, ele está fazendo uma excelente Copa. É o craque da Colômbia. Temos que ficar de olho. Se a Colômbia vai ficar atenta ao Neymar, vamos ficar de olho nele, que já tem cinco gols na Copa do Mundo.
CONFIANÇA DO FELIPÃO
- O Felipão nos motiva bastante. Ele percebe quando um jogador se abate no jogo e não rende. Depois, ele nos chama e passa confiança, colocando o jogador para cima, para que o jogador possa voltar a apresentar seu melhor futebol. Se ele convocou esses 23 jogadores, é sinal que ele confia em todos. Não é uma partida que vai fazer ele mudar o pensamento sobre um jogador. 

- Todo mundo tem fé. No futebol precisamos de sorte, mas não podemos contar só com ela. Temos que trabalhar e procurar dar seu melhor dentro de campo.
ARREPENDIMENTO DO FELIPÃO
- Não estou sabendo disso (segundo a Folha de S. Paulo, Felipão revelou ter se arrependido de convocar um jogador). Ele não comentou conosco isso. Essa é uma resposta que só ele pode dar. 
 Neymar é o nosso craque. Quando precisamos, ele chama a responsabilidade"
Ramires, sobre o camisa 10 
da seleção brasileira
PESO DAS QUESTÕES TÉCNICAS, TÁTICAS E EMOCIONAIS
- Acho que é um conjunto, a gente tem que estar bem preparado no lado técnico e psicológico. A gente está trabalhando bem o técnico, o tático. O psicológico também. Estamos preparados. Entrar numa Copa, no seu país, tem de estar preparado psicologicamente. Estamos tentando fazer o melhor para que tudo dê certo no dia do jogo. 
CAMISA AMARELA OU AZUL?
- O que conta é o escudo, é o que está na frente e estamos defendendo a seleção brasileira. A gente entra em campo para jogar com amarelo ou com azul, vamos procurar fazer o melhor. O que faz diferença é o futebol dentro de campo para que a gente possa vencer. 
COMO A PSICÓLOGA PODA AJUDAR?
- Não conversamos com ela (Regina Brandão). Isso faz parte do futebol. Ir para uma disputa de pênaltis, alguém vai ter que ganhar. Não pode criar uma coisa que não tem. A gente tem outro jogo, é um jogo diferente. Podemos ganhar em 90 minutos. Mas se precisar ir para os pênaltis, todos estão tranquilos. Todos estavam confiantes para bater e que passaríamos. Um ou outro se emociona um pouco mais pelo fato de querer passar para a próxima fase. É conversa normal de grupo para melhorar e tentar vencer nos 90 minutos. 
BRASIL JOGOU MAL?
- Brasil jogou bem, Chile jogou muito bem. O adversário vem preparado para jogar contra a gente, cresceram bastante, jogam em grandes equipes, estavam fazendo uma boa Copa do Mundo

Psicóloga da Seleção chega à Granja para reunião com os jogadores

O substituto de Luiz Gustavo, suspenso, e a condição física de Neymar ainda são temas secundários no noticiário da seleção brasileira. O estado emocional dos jogadores após a classificação dramática contra o Chile, nas oitavas de final, é o tema do momento na Granja Comary. A comissão técnica está preocupada, e a psicóloga do grupo, Regina Brandão, foi chamada para uma conversa com os atletas. O encontro será realizado no CT da equipe brasileira antes do treino da tarde, marcado para 15h30 (de Brasília).
Psicológa Regina Brandão brasil granja comary  (Foto: Ari ferreira / Lancepress)Psicóloga Regina Brandão está com a seleção brasileira na Granja Comary (Foto: Ari ferreira / Lancepress)

Escalados para a entrevista coletiva no início da tarde desta terça-feira, o goleiro Victor e o volante Ramires minimizaram o assunto. Para eles, a cena dos jogadores aos prantos antes e depois das cobranças de pênaltis contra os chilenos é normal. 
- O pessoal está colocando a questão emocional como um peso. Não vejo dessa forma. Os jogadores estão vivendo essa Copa de forma muito intensa. Às vezes extravasam no choro. Isso é uma forma de motivação. Antes das cobranças, o Julio chorou, mas fez o que fez. Vejo com intensidade e representar a nação de 200 milhões de pessoas. Muita gente torcendo, responsabilidade grande, mas é transformado em motivação – disse o goleiro.
O estado emocional dos jogadores brasileiros na Copa do Mundo vem chamando a atenção. Especialmente, na partida contra o Chile, no último sábado, no Mineirão. O goleiro Julio César foi flagrado aos prantos antes das cobranças de pênaltis. A emoção, no entanto, não desestabilizou o goleiro, herói do jogo, com duas defesas de pênaltis. 
O capitão da Seleção, Thiago Silva, também teve seu estado emocional contestado. Antes das cobranças, ele se isolou e chorou bastante. De acordo com a agência Reuters, ele teria pedido para ser o último cobrador caso fossem necessárias as cobranças alternadas.
 A seleção brasileira treina volta a treinar na tarde desta terça-feira, às 15h30. Todos os titulares, incluindo Neymar, estarão em campo para um trabalho à parte. Os reservas farão um jogo-treino contra a equipe sub-20 do Fluminense. Na quarta à noite, a delegação embarca para Fortaleza, onde enfrenta a Colômbia, na próxima sexta